Tô aqui fazendo minha monografia e de repente senti um frio na barriga.
Com o dia a dia, as responsabilidades, obrigações, aborrecimentos, etc… a gente acaba esquecendo de entender o pq de certas escolhas que fizemos em nossas vidas.
Até pouco tempo andava me questionando quanto a escolha do meu curso ”Publicidade e Propaganda”. Ficava puta, falando que não ficaria rica com isso pq nem um estágio decente eu consegui ao longo do curso. Agora vejo que escolher esse curso foi simplesmente a escolha que fiz pra me aceitar e me respeitar. Isso quer dizer que fiz oq meu coração mandava. Isso não tem ligação com dinheiro, mas com satisfação de dominar algo que se gosta, logo, que se orgulha.
Com 17 anos eu li a história do cego pedinte na ponte do Brooklin contada por Leduc para justificar a definição de publicidade como a verdade bem dita (Slogan McCann Erikson) e achei aquilo uma luz no fim do túnel, pq até então não fazia a mínima ideia do que queria pra minha vida.
Aqui vai:
”Em uma manhã de primavera, um pedestre, ao atravessar a ponte do Brooklin, pára diante de um mendigo que em vão estendia seu chapéu à indiferença geral. Num cartaz, está a inscrição:
‘Sou cego de nascença.’
Emocionado por este espetáculo, ele sá sua esmola e sem nada dizer vira o cartaz do mendigo e nele rabisca algumas palavras. Depois se afasta. Voltando no dia seguinte, encontra o mendigo transformado e encantado, que lhe pergunta por que, de repente, seu chapéu se enchera daquela maneira. É simples, responde o homem, eu apenas virei o seu cartaz e nele escrevi:
‘É primavera e eu não a vejo.”
Eu amo oq estudei, mesmo que o destino ainda não tenha me dado a oportunidade de encontrar meu caminho nessa área…